Santa Catarina

ONG Olho Vivo aciona Casa Civil e ALESC após medalha a condenado por tráfico

ONG Olho Vivo aciona Casa Civil e ALESC após medalha a condenado por tráfico

A concessão da Medalha “Amigo da Polícia Militar” ao diretor do Jornal Razão, Lorran François Silva Barentin, condenado por tráfico de drogas e porte ilegal de arma, levanta questionamentos em Santa Catarina. A ONG Olho Vivo protocolou ofícios junto à Casa Civil e à ALESC, buscando avaliar os critérios de concessão da honraria.

Controvérsia e Ação da ONG

Após a divulgação de documentos pelo vereador Leonel Camasão (PSOL), que revelou a condenação de Barentin e seu livramento condicional até julho de 2028, a Olho Vivo acionou a Casa Civil com o Ofício nº 042/2026, solicitando um reexame administrativo da medalha e a apuração dos critérios utilizados para a sua concessão.

Pedidos de Esclarecimento

No Ofício nº 043/2026, datado de 15 de julho de 2026, a ONG também pediu à ALESC que acompanhe o caso e questione o Comando-Geral da Polícia Militar sobre os critérios de concessão, a análise prévia de antecedentes e a motivação para a honraria. A ONG enfatiza que a credibilidade da Polícia Militar está em jogo e que a transparência é essencial.

Credibilidade em Debate

A Olho Vivo argumenta que a concessão de homenagens deve observar rigorosos critérios de moralidade e confiança pública. A ONG não busca deslegitimar a ressocialização, mas questiona a compatibilidade da honraria com a situação jurídica do homenageado. A atuação da ONG visa fortalecer a Polícia Militar por meio da transparência e da fiscalização.

Desdobramentos e Expectativas

Com os ofícios, a controvérsia se torna um tema de cobrança institucional. A Casa Civil e a ALESC devem avaliar os pedidos da ONG e tomar as devidas providências. Até o momento, não há informações sobre uma resposta oficial da Polícia Militar ou das instituições acionadas.

Opinião

A concessão de honrarias deve sempre refletir valores que a sociedade preza, e a transparência nesse processo é fundamental para manter a confiança nas instituições.