A bolha de calor que se espalha pela região central da América do Sul traz preocupações para os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, que serão os mais afetados nesta segunda metade de julho. As temperaturas devem ficar próximas ou até acima dos 35°C, com máximas entre 36°C e 38°C em algumas áreas.
De acordo com a MetSul, o núcleo da massa de ar quente estará sobre o Paraguai, onde as temperaturas podem ultrapassar os 35°C em algumas localidades. Esse calor intenso também deve avançar para Goiás, além de áreas de Rondônia e Tocantins.
Impactos em Outros Estados
O fenômeno da bolha de calor não afeta apenas MS e MT; outros sete estados brasileiros também sentirão os efeitos, principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste, mas com reflexos também no Norte e Sudeste. A combinação do calor intenso, vento Norte e baixa umidade aumenta o risco de incêndios em vegetação.
A elevação das temperaturas está ligada ao fortalecimento do Jato de Baixos Níveis (JBN), uma corrente de ventos que transporta ar quente de regiões tropicais para o Sul do continente. Esse corredor de vento é responsável por levar uma grande quantidade de ar quente da Bolívia e do Centro-Oeste para os Estados do Sul.
Temperaturas Extremas Registradas
Conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Sonora registrou 34°C e Corumbá 33°C, figurando entre os municípios mais quentes do país. O ranking é liderado por São Miguel do Araguaia – GO, onde a temperatura máxima atingiu 36,7°C.
No Paraná e em Santa Catarina, um bloqueio atmosférico deve impedir o avanço de instabilidades, mantendo uma sequência de dias ensolarados e secos. A Climatempo explica que essa combinação favorece um período de veranico, caracterizado por dias consecutivos de temperaturas acima do normal durante o inverno.
No São Paulo, o impacto será menor, mas o estado também verá temperaturas acima da média, especialmente no interior, onde as máximas podem alcançar entre 32°C e 34°C na próxima semana. Apesar das tardes quentes, as manhãs em áreas de maior altitude do Sul devem permanecer frias, mantendo uma grande amplitude térmica característica do inverno.
Opinião
A situação climática atual exige atenção redobrada das autoridades e da população, especialmente quanto ao risco de incêndios e à saúde pública em meio a temperaturas extremas.





