O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, Márcio Elias Rosa, revelou que as autoridades americanas estão buscando a abertura total do setor químico e a redução a zero das tarifas de bens industriais. As exigências incluem também a imposição de limites a investimentos em minerais críticos e terras raras.
Durante a sua fala, Elias Rosa destacou que os setores mais afetados pelo tarifaço dos EUA incluem madeira, máquinas, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Para mitigar os impactos, o governo brasileiro está oferecendo suporte a cerca de 2,4 mil empresas exportadoras para diversificar seus mercados.
De acordo com o ministro, 74% dessas empresas já estão acessando novos mercados entre 2025 e 2026, mesmo sem conseguir substituir completamente as exportações para os EUA. O governo brasileiro apresentou, em reuniões com as autoridades americanas, uma lista de pontos negociáveis e inegociáveis.
“Nos afastamos, óbvia e evidentemente, de qualquer pretensão que pudesse violar aquilo que é de interesse nacional, como é o caso do Pix”, afirmou Elias Rosa. Ele também enfatizou que não aceitará medidas que representem um grande dano ao setor industrial brasileiro.
Sobre as terras raras e minerais críticos, o ministro afirmou que os EUA solicitaram que fossem limitados os investimentos por atores não orientados pelo mercado e entidades estrangeiras. Elias Rosa mencionou que o Reino Unido e a Austrália já fecharam acordos semelhantes com os EUA, mas reafirmou que o Brasil não aceitará tais imposições, pois considera que esses recursos pertencem ao povo brasileiro e são estratégicos para o futuro do país.
Opinião
A postura firme do governo brasileiro em relação às exigências dos EUA é essencial para proteger a soberania nacional e garantir que os interesses do povo brasileiro sejam priorizados em negociações internacionais.





