O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, saiu em defesa do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que bloqueou bens do dirigente por suspeitas relacionadas à destinação de emendas. Durante sua participação no Flow Podcast, Flávio afirmou: “Não tem nada de ilegal ali, não tem corrupção. Não tem crime”.
Flávio questionou a imparcialidade de Dino, lembrando que o ministro já se declarou como “comunista” e indagou se ele “faria isso com o presidente do PT”. Segundo o senador, Dino oficiou os presidentes de outros partidos para saber sobre a indicação de emendas com a intenção de “fingir que é um cara isento”.
Decisão de Dino e Reações
A decisão de Dino foi tomada em 15 de novembro e ocorreu após Costa Neto afirmar em entrevista à Globonews que outros presidentes de siglas também indicam emendas ao orçamento. Ele negou ter uma cota pessoal, mas reconheceu que participa da deliberação sobre repasses de recursos públicos a municípios.
Flávio também elogiou as indicações ao STF feitas pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltando que ele “não botou amigos, botou pessoas técnicas e que não estão perseguindo a esquerda”. O senador previu que a discussão sobre o impeachment de ministros do Supremo pode ocorrer em 2027, afirmando que isso não aconteceu anteriormente porque o Senado “não fez o dever de casa”. Com uma predominância da direita no Senado, ele acredita que isso deve abrir caminho para eleger um presidente da Casa favorável à pauta.
Críticas a Alexandre de Moraes
Flávio criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre as visitas a Bolsonaro, classificando-a como “desumana, exagerada e desproporcional”. Ele relacionou a medida às eleições e minimizou a divulgação que fez de uma carta de autoria do pai, afirmando que outras quatro cartas já foram publicadas.
O senador acusou Moraes de querer “enterrar Bolsonaro vivo” e afirmou que a suspensão das visitas é uma tentativa de interferência do STF nas eleições. Flávio declarou que Moraes e Dino são “dois ministros do Supremo tentando interferir na eleição diretamente” e criticou a atuação de Moraes nas eleições de 2022.
Opinião
A situação envolvendo Flávio Bolsonaro, Flávio Dino e Valdemar Costa Neto revela um clima tenso na política brasileira, onde as decisões judiciais e as ações políticas se entrelaçam de forma complexa, levantando questões sobre imparcialidade e democracia.





