O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo brasileiro pode editar uma medida provisória em socorro às empresas caso os Estados Unidos confirmem as tarifas de 25% a serem aplicadas ao Brasil. A declaração foi feita após a aprovação da aposentadoria especial aos agentes comunitários de saúde.
“A gente precisa proteger as nossas empresas e os nossos empresários. Mas isso vai ser feito com muita cautela”, disse Durigan, ressaltando a importância de realizar conversas com os setores afetados antes de qualquer decisão.
Lei da Reciprocidade em jogo
O prazo para a conclusão das apurações pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) se encerra em 15 de julho de 2026. Se as tarifas forem confirmadas, o governo brasileiro poderá acionar a Lei da Reciprocidade contra os EUA.
A reciprocidade foi suspensa junto com o tarifaço, que pode ser revisto em novembro de 2025. O Ministro das Relações Exteriores também indicou a possibilidade de alíquotas recíprocas, enquanto o Itamaraty continua as negociações.
Provocações entre Brasil e EUA
O presidente Lula provocou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que os EUA não devem aplicar o tarifaço ao Brasil. Lula acusou Trump de praticar “pirataria” ao considerar a cobrança pela passagem no estreito de Ormuz.
Enquanto isso, o USTR argumenta que o Brasil estaria violando direitos nos EUA, prejudicando empresas de cartões de crédito com a operação do Pix. O senador Flávio Bolsonaro lembrou que os americanos possuem seu próprio sistema de pagamentos, o FedNow.
Opinião
A situação entre Brasil e Estados Unidos continua tensa, e a resposta do governo brasileiro às tarifas pode definir o futuro das relações comerciais entre os dois países.





