A bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional empenhou, para este ano, quase meio bilhão de reais, totalizando R$ 417,07 milhões em emendas parlamentares. Desse montante, R$ 311,27 milhões foram efetivamente pagos até o dia 3 de outubro, data que marcou o início do defeso eleitoral, período de restrições para transferências voluntárias do governo federal.
Esse total faz parte do pacote recorde de R$ 33,89 bilhões movimentados pela União em 2023, refletindo a aceleração na execução das emendas individuais e de bancada antes das limitações impostas pela legislação eleitoral. Mato Grosso do Sul conta com 11 representantes no Congresso Nacional, sendo três senadores e oito deputados federais.
Distribuição dos Recursos
A senadora Soraya Thronicke (PSB) lidera a bancada sul-mato-grossense com R$ 67,43 milhões empenhados, seguida de perto pelo senador Nelsinho Trad (PSD), com R$ 67,35 milhões. O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) aparece em terceiro lugar, com R$ 38,91 milhões empenhados. Outros parlamentares também receberam valores significativos, como Dagoberto Nogueira (PP) com R$ 38,65 milhões e Beto Pereira (Republicanos), com R$ 36,14 milhões.
Pagamentos e Liberações
Entre os senadores, Nelsinho Trad foi quem teve o maior volume de recursos liberados, totalizando R$ 59,71 milhões, o que corresponde a 19,2% do total pago à bancada. Soraya Thronicke segue com R$ 51,21 milhões, enquanto Tereza Cristina (PP) recebeu R$ 13,70 milhões, sendo a que menos recebeu entre os senadores. No caso dos deputados, Rodolfo Nogueira lidera com R$ 33,41 milhões pagos.
A liberação dos recursos ocorre em um contexto onde a União busca acelerar a execução orçamentária em um ano eleitoral. A antecipação dos repasses permite que prefeituras e estados iniciem ou concluam obras em infraestrutura, além de ampliarem investimentos em saúde, educação e assistência social.
Opinião
A movimentação da bancada de MS demonstra a importância das emendas parlamentares na execução de projetos essenciais para a população, especialmente em anos eleitorais, quando as restrições podem impactar a liberação de recursos.





