O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou uma nova resolução que visa garantir o cumprimento de 200 dias letivos e assegurar o direito à educação, mesmo em situações que comprometem o calendário escolar. Essa medida surge em resposta à recomendação do Ministério Público Federal (MPF) de julho de 2025, que busca enfrentar os impactos da violência armada sobre a educação.
Parcerias e Ações
A resolução foi elaborada em parceria com a Redes da Maré, o Fórum Estadual de Educação e a defensora pública do Estado do Rio de Janeiro, Maria Júlia Miranda, que atua em causas relacionadas à infância. O objetivo é criar parâmetros nacionais para o planejamento, prevenção, resposta e reorganização do calendário letivo, garantindo o retorno seguro às atividades escolares.
Desafios e Dados Alarmantes
Dados do estudo Educação Resiliente, do movimento Todos pela Educação, mostram que 34% das escolas brasileiras suspenderam aulas em 2023 devido a eventos climáticos extremos. Em 2024, a média de dias sem aula dobrou para 10</strong, em comparação aos 5 dias registrados em 2023. A nova resolução orienta que a suspensão das aulas presenciais não deve ser a resposta padrão, e sim uma medida a ser considerada apenas quando garantida a segurança da comunidade escolar.
Reorganização do Calendário Escolar
A reorganização do calendário deve respeitar a obrigação de cumprir os 200 dias de efetivo trabalho escolar. A resolução admite flexibilidade para o ano civil, podendo se estender para o ano seguinte, desde que haja consulta à comunidade escolar. O sistema de ensino deve também garantir que a responsabilidade por problemas de segurança ou infraestrutura não seja transferida para as escolas.
Cooperação e Respostas Coordenadas
A resolução reforça a necessidade de fortalecer a cooperação entre a União, estados, Distrito Federal e municípios, além de diferentes setores do governo, para garantir respostas coordenadas em caso de interrupções nas atividades escolares.
Opinião
A nova resolução do CNE é um passo importante para assegurar a continuidade da educação em tempos de crise, mas sua implementação eficaz será crucial para enfrentar os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras.





