Eleições

Cláudio Castro desiste e Carlos Portinho e Carlos Jordy disputam vaga no Rio

Cláudio Castro desiste e Carlos Portinho e Carlos Jordy disputam vaga no Rio

O cenário eleitoral para o Senado em 2026 está se tornando cada vez mais desafiador para a oposição, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. A desistência de Cláudio Castro (PL) e a prisão de Márcio Canella (União Brasil) têm gerado incertezas em um momento crucial, a menos de quatro meses das eleições, que ocorrerão em outubro de 2026.

Desistência de Cláudio Castro e prisão de Márcio Canella

Cláudio Castro anunciou sua desistência da corrida pelo Senado em 28 de maio, após ser alvo de investigações. Em seguida, no dia 7 de julho, Márcio Canella foi preso em uma operação da Polícia Federal, sendo investigado por lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma. Essa sequência de eventos deixou o grupo político de Jair Bolsonaro apreensivo, pois ambos eram considerados candidatos fortes para as vagas ao Senado.

Disputa no Rio: Carlos Portinho e Carlos Jordy

A vaga de Cláudio Castro está aberta desde que ele anunciou a desistência. Disputam a indicação o deputado federal Carlos Jordy e o atual senador Carlos Portinho, ambos do PL. Enquanto Jordy começou na frente, Portinho se tornou favorito após conquistar o apoio do pastor Silas Malafaia.

Benedita da Silva lidera as pesquisas no Rio

As pesquisas recentes mostram que Benedita da Silva (PT) é a líder nas intenções de voto no Rio de Janeiro. Segundo uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas com 1.600 eleitores, Benedita aparece em primeiro lugar, enquanto Canella figura em posições inferiores, sempre tecnicamente empatado com outros candidatos. A situação se complica ainda mais com a ausência de um candidato forte para substituir Castro.

Disputa acirrada em São Paulo

Em São Paulo, o cenário também é preocupante para a oposição. As pré-candidatas Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) lideram as pesquisas de intenção de voto, de acordo com levantamento do Datafolha, que entrevistou 1.608 eleitores. Tebet aparece com 18% e Marina com 16%, enquanto os candidatos de Bolsonaro, André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), estão em desvantagem.

Consequências para a oposição

As dificuldades enfrentadas por Cláudio Castro e Márcio Canella podem impactar significativamente a estratégia da oposição no Sudeste, onde a expectativa era de conquistar as cadeiras do Senado. Com a liderança de Benedita no Rio e o avanço de Tebet e Marina em São Paulo, os apoiadores de Bolsonaro começam a se preocupar com a possibilidade de não eleger nenhum candidato forte nas próximas eleições.

Opinião

A situação atual das eleições para o Senado reflete um cenário de incertezas e desafios para a oposição, que precisa urgentemente reavaliar suas estratégias para não perder espaço em um momento crítico.