Na manhã do dia 7 de julho de 2026, durante a Operação Gutenberg, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) prendeu Ed Carlos Britto Burgatt, coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul. A operação, que contou com o apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope), resultou no cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
O Ministério Público Estadual identificou um esquema criminoso em que servidores da saúde pública condicionavam a autorização de exames, cirurgias e vagas em hospitais à compra de livros vendidos pelo grupo. A fraude envolveu a contratação direta, sem licitação, para a aquisição de livros paradidáticos, resultando em um desvio superior a R$ 27 milhões, que eram divididos entre os integrantes da organização criminosa.
Além de Ed Carlos, o ex-prefeito de Fátima do Sul, Junior Vasconcelos, que também é chefe de gabinete do deputado estadual Jamilson Name, é um dos alvos da operação. O esquema levanta sérias questões sobre a integridade dos processos na saúde pública e a utilização de recursos destinados a serviços essenciais.
Opinião
A prisão de Ed Carlos Britto Burgatt e a revelação do esquema de desvio de recursos na saúde pública são alarmantes e evidenciam a necessidade de uma fiscalização rigorosa nas atividades do setor público.





