O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o batalhão comunicou que duas das oito armas não foram entregues porque não estavam sob sua guarda.
A entrega das armas foi determinada por Moraes após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente. Na última sexta-feira (3), o ministro suspendeu o porte de arma de Bolsonaro e determinou a apreensão das armas registradas em seu nome. Essa decisão ocorreu em meio à repercussão do caso de apreensão de uma arma com um dos seguranças particulares de Bolsonaro.
Embora a Polícia Civil do Distrito Federal não tenha indiciado o ex-presidente e tenha afirmado que as armas estão legalizadas, Moraes entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão. No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado a uma trama golpista. Após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária e atualmente se recupera de uma pneumonia bacteriana.
Opinião
A situação de Bolsonaro levanta questões importantes sobre a compatibilidade entre a posse de armas e o cumprimento de penas, especialmente em contextos de grave condenação.





