O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) revisou a projeção de superávit da balança comercial brasileira, elevando-a de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões em 2026. Essa nova estimativa, divulgada na última sexta-feira (3), representa uma alta de 32,3% em relação ao saldo de US$ 68,1 bilhões obtido em 2025 e será a segunda maior da série histórica, atrás apenas do resultado de 2023.
Desempenho do Comércio Exterior
A revisão foi motivada pelo desempenho acima do esperado nas exportações e importações no primeiro semestre do ano. As exportações brasileiras cresceram 11,5% nos primeiros seis meses de 2023, mesmo diante de desafios como a guerra no Oriente Médio e tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
Resultados de Junho
Os novos dados foram apresentados junto ao resultado da balança comercial de junho, que registrou um superávit de US$ 9,8 bilhões. Esse resultado foi impulsionado por exportações recordes de US$ 36,3 bilhões, uma alta de 24,9% em relação a junho de 2025. As importações, por sua vez, totalizaram US$ 26,5 bilhões, com crescimento de 14,4%.
Fatores Impulsionadores
A indústria extrativa teve um papel fundamental nesse desempenho, com exportações crescendo 58,4%. O petróleo bruto foi o principal responsável pela expansão, com o valor exportado aumentando devido a preços internacionais mais altos e ao crescimento do volume embarcado. Em comparação com junho do ano passado, o preço do petróleo subiu 67,6%, enquanto o volume exportado cresceu 6,8%.
Saldo do Semestre
Entre janeiro e junho, a balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 42,4 bilhões, superando os US$ 30,2 bilhões registrados no mesmo período de 2025. No semestre, as exportações totalizaram US$ 184,8 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 142,4 bilhões, reforçando a expectativa do governo para um desempenho recorde no comércio exterior em 2026.
Opinião
A revisão das projeções do Mdic reflete um cenário otimista para o comércio exterior brasileiro, que pode se beneficiar de um ambiente global mais favorável nos próximos anos.





