A Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) decidiu manter o contrato com a empresa Rial Construtora, que agora se apresenta como Força Engenharia, após um grave escândalo de corrupção. O extrato do quarto termo aditivo foi celebrado em 1° de novembro de 2023 e publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) no dia 3.
A mudança de nome da empresa ocorreu após a Operação Buraco Sem Fim, deflagrada em 12 de maio de 2026 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que revelou um esquema de corrupção nos contratos de tapa-buraco da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). A operação expôs que a empresa faturou entre 2018 e 2025 o montante de R$ 113.702.491,02.
Decisões Judiciais e Implicações
O juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, proibiu a Construtora Rial de participar de licitações e contratos com o Poder Público. A decisão foi um pedido do Ministério Público Estadual (MPMS) e impede não apenas a empresa, mas também os réus envolvidos no esquema de participar de novas contratações ou renovações.
Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão. Os promotores do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) encontraram R$ 429 mil em dinheiro em dois endereços e R$ 233 mil em outro local. Entre os presos estão figuras-chave do esquema, como Rudi Fiorese, ex-diretor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), e outros ex-servidores.
Alterações Estruturais
O termo aditivo também alterou a razão social, endereço e representante legal da empresa. A nova razão social é Força Engenharia Ltda e o novo endereço é Rodovia MS-10, número 0, em Campo Grande-MS. Essas mudanças visam, segundo a empresa, uma reestruturação após o escândalo.
Opinião
A manutenção do contrato com a Força Engenharia levanta questões sobre a eficácia das medidas adotadas para combater a corrupção no setor público e a confiança da população nas instituições.





