A saída de Michelle Bolsonaro da liderança do PL Mulher em 03/07/2026 trouxe um vácuo significativo para o partido, surpreendendo as lideranças da sigla. A ex-primeira-dama, que é pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, deixou a articulação nacional das candidaturas femininas, o que pode impactar diretamente o futuro político dela e do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Impacto da saída de Michelle
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que não haverá substituta para Michelle e que o núcleo feminino será conduzido por presidentes estaduais até a eleição de outubro. Ele destacou que ninguém possui o mesmo capital político que Michelle, tornando difícil preencher esse espaço rapidamente. A saída dela também coincide com um momento de tensão, após a ex-primeira-dama publicar um vídeo expressando descontentamento com Flávio, onde ela se sentiu desrespeitada.
Crescimento das filiações femininas
Durante sua gestão, Michelle conseguiu aumentar as filiações femininas no PL de 346 mil para 411 mil, um crescimento de 18,8%. Sua presença era vista como fundamental para reduzir a rejeição do eleitorado feminino em relação aos homens do partido e à família Bolsonaro, um grupo crucial para as eleições de 2026.
Rejeição a Flávio Bolsonaro
Uma pesquisa da Atlas/Bloomberg, realizada entre 25 e 30 de junho, mostrou que a rejeição a Flávio está em cerca de 53% entre os eleitores, especialmente entre as mulheres. A pesquisa revelou que 28,9% dos eleitores consideram o apoio de Michelle ‘muito importante’ para a campanha dele, o que indica o peso que sua saída pode ter sobre a candidatura presidencial de Flávio.
Repercussões internas no PL
Nos bastidores, a cúpula do PL começa a identificar lideranças femininas regionais para mitigar os danos causados pela crise. Deputadas como Bia Kicis e Júlia Zanatta são mencionadas como possíveis alternativas para manter o engajamento das bases femininas e preservar o apoio ao partido.
Opinião
A saída de Michelle do PL Mulher representa não apenas um desafio para a ex-primeira-dama, mas também pode ser um golpe significativo para a candidatura de Flávio Bolsonaro, que já enfrenta alta rejeição entre os eleitores.





