Flávio Bolsonaro (PL) apresentou um plano de segurança em sua pré-campanha à Presidência, em São Paulo, com 12 medidas, no último dia 18. O evento contou com a presença do senador Sergio Moro (PL-PR) e do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), mas não abordou a defesa do armamento civil, uma bandeira forte do seu pai, Jair Bolsonaro.
Contexto da defesa das armas
A pauta do armamento é importante para uma parte do eleitorado que acredita na liberdade de se proteger contra a criminalidade e possíveis abusos do Estado. O agronegócio também vê as armas como uma ferramenta de segurança patrimonial, especialmente em regiões onde a presença do Estado é fraca.
Estratégia eleitoral e posicionamento
O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) acredita que a ausência do tema armamento na pré-campanha é estratégica, pois mencioná-lo poderia dar munição ao presidente Lula (PT). Bilynskyj defende que a defesa do armamento civil deve ser abordada em um momento mais apropriado, com foco na Shot Fair Brasil, a maior feira de armas da América Latina, que ocorrerá de 15 a 18 de julho de 2026, em São Paulo.
Impacto da Shot Fair Brasil
A feira, que movimentou R$ 278 milhões em 2025, representa uma oportunidade para discutir a defesa do armamento, já que o público é majoritariamente favorável ao tema. Apesar disso, até o momento, nenhum pré-candidato entrou em contato para participar do evento.
Propostas legislativas sobre armamento
Bilynskyj propõe a revogação dos decretos de Lula sobre armas e o retorno às regras da gestão de Jair Bolsonaro, que flexibilizaram o Estatuto do Desarmamento. Ele argumenta que, durante o governo Lula, houve um combate aos atiradores, dificultando o acesso a armas.
Posição do governo atual
Em resposta, a assessoria do Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que as normas editadas desde 2023 priorizam o controle responsável de armas e munições, visando fortalecer a segurança pública. As novas regras incluem medidas de segurança para entidades de tiro esportivo e operações contra o tráfico de armas.
Opinião
A discussão sobre armamento civil e segurança continua a ser um tema polarizador, refletindo as diferentes visões sobre o papel do Estado e dos cidadãos na proteção pessoal e patrimonial.





