Os motores de combustão movidos a hidrogênio estão se consolidando como uma alternativa de menor custo às células de combustível. A Kawasaki Heavy Industries está à frente desse movimento com o desenvolvimento do O’Cuvoid, uma pequena fonte de energia cujo motor a hidrogênio aciona um gerador para produzir eletricidade. O diretor executivo, Yoshimoto Matsuda, afirmou: “Queremos oferecer isso como uma unidade de geração de energia que possa ser usada como uma bateria”.
A potência do O’Cuvoid, que mede cerca de 1 metro quadrado, está em avaliação, mas a empresa espera cerca de 35 quilowatts por unidade. Os geradores têm potencial para aplicações em mobilidade e ao ar livre, podendo ser utilizados em veículos de quatro rodas e vagões de trem através da instalação de múltiplas unidades.
Expectativas do governo japonês
O governo japonês tem grandes expectativas em relação ao hidrogênio como fonte de energia com baixo impacto ambiental. O plano é aumentar o fornecimento de hidrogênio para 20 milhões de toneladas até 2050, cerca de dez vezes o nível atual. A criação de nova demanda com dispositivos movidos a hidrogênio ajudará a reduzir custos por meio da produção em massa.
O sedã Mirai da Toyota, lançado em 2014, foi o primeiro veículo movido a célula de combustível produzido em massa. Agora, a reavaliação dos motores a hidrogênio está em curso. O mercado global de motores de combustão a hidrogênio deve ultrapassar US$ 20 bilhões em 2036, superando o mercado de células de combustível, segundo projeções da Future Market Insights.
Custos e desafios
Os motores a hidrogênio são construídos principalmente com ferro e alumínio, tornando-os mais baratos do que as células de combustível que utilizam metais raros como a platina. O custo total do sistema pode ser inferior a um décimo, e os reparos podem ser realizados com a tecnologia já existente de motocicletas e automóveis. Além disso, enquanto as células de combustível exigem hidrogênio com pureza superior a 99%, os motores podem funcionar com misturas de hidrogênio e gás natural.
Apesar das vantagens, os motores a hidrogênio enfrentam desafios. Os postos de abastecimento no Japão caíram de 179 para cerca de 150, e o preço do hidrogênio é estimado em cerca de 100 ienes por metro cúbico, muito acima da meta do governo de 20 ienes até 2050. O hidrogênio “verde”, considerado o de menor impacto ambiental, é particularmente caro.
Opinião
A busca por soluções sustentáveis é essencial, e a combinação de tecnologias de hidrogênio e células de combustível pode ser o caminho para um futuro mais limpo e eficiente.





