Na reunião realizada em 30 de outubro, o vereador Pastor Ascendino Batista (PSD) voltou a discutir o futuro do prédio abandonado dos Correios, localizado entre a rua XV de Novembro e a avenida Dr. Albano Schulz, no Centro de Joinville. A ausência de representantes dos Correios na reunião foi criticada pelo vereador, que alegou que a estatal não enviou ninguém devido a um conflito de agenda.
Durante a discussão, Ascendino mostrou imagens de uma visita que fez ao local, onde constatou o acúmulo de lixo e o mau cheiro. O vereador destacou que o prédio, inaugurado em 1974, se tornou um ponto problemático, com pessoas em conflito com a lei sendo flagradas no interior e abordadas pela Guarda Municipal. “Não é justo que esse imóvel abandonado, que fica no coração da cidade, prejudique as pessoas que circulam ali e os comerciantes”, enfatizou.
O valor estimado do prédio é de cerca de R$ 13 milhões, e a negociação com a Prefeitura de Joinville não avançou, mesmo após uma proposta de R$ 6 milhões parcelados no ano passado. A inércia dos Correios em realizar as manutenções necessárias levou a Secretaria de Meio Ambiente a aplicar uma multa, cujo prazo para recurso se encerra em 10 de novembro. A secretaria afirmou que o valor da multa será destinado à manutenção do prédio, incluindo o cercamento, que ficará sob a responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).
O presidente da Comissão de Proteção Civil, Mateus Batista (União Brasil), também criticou a falta de interesse dos Correios em resolver a situação, afirmando que o município tem feito o possível, mas nada avança. A vereadora Vanessa da Rosa (PT) sugeriu que o prédio poderia ser transformado em um espaço para educação superior, lembrando que, no ano passado, fez contato com o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), que demonstrou interesse em adquirir o imóvel, mas não possui recursos para isso.
Opinião
A situação do prédio abandonado dos Correios em Joinville reflete a urgência de um diálogo entre a estatal e a prefeitura, visando uma solução que beneficie a comunidade local e preserve a segurança pública.





