O Ministério da Saúde anunciou em 3 de outubro um plano abrangente para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos do El Niño e das mudanças climáticas. O plano prevê investimentos de R$ 9,8 bilhões até 2035, com o objetivo de aumentar a capacidade de resposta da saúde pública a eventos climáticos extremos.
Com 27 metas e 93 ações, o programa busca antecipar riscos climáticos e emitir alertas, proteger a população, especialmente em regiões vulneráveis, e fortalecer a capacidade do SUS de responder a desastres. O plano é estruturado em cinco frentes principais: coordenação, fortalecimento da capacidade de saúde, comunicação, vigilância e alertas, e reforço de insumos.
Centros Integrados de Saúde e Clima
Um dos destaques do plano é a implantação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima em todo o Brasil, sendo o primeiro inaugurado na Bahia em 1º de novembro. Esses centros terão a função de monitorar e responder a eventos relacionados ao clima.
Resposta a emergências
O Ministério da Saúde também introduzirá o Painel Nacional de Excesso de Calor, que oferecerá suporte em ações de vigilância e um sistema de alerta precoce. A proposta inclui expandir a Força Nacional do SUS para oito bases no país, permitindo uma resposta mais ágil a emergências. As equipes devem ser capazes de atender a qualquer emergência em até 12 horas.
Prevenção para idosos
Além disso, um protocolo específico sobre calor para idosos será implementado, com orientações para evitar complicações causadas pelo calor extremo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a gravidade da crise climática, citando um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que apontou 120 mil mortes nos últimos 20 anos devido ao aumento da temperatura.
Opinião
Investimentos em saúde pública são essenciais para enfrentar os desafios trazidos pelas mudanças climáticas, e a ação do Ministério da Saúde é um passo importante para proteger a população brasileira.





