A Organização Marítima Internacional (OMI), parte da Organização das Nações Unidas (ONU), suspendeu sua operação de escolta de navios no Estreito de Ormuz após o navio cargueiro Ever Lovely, de bandeira de Cingapura, relatar um ataque. O incidente, que reacende temores sobre a segurança na região, ocorreu próximo a Omã.
Funcionários americanos informaram que o Irã disparou contra o navio, enquanto a agência naval britânica UKMTO confirmou que a embarcação foi atingida por um projétil. A OMI estava ajudando a evacuar centenas de navios desde 28 de fevereiro, quando a guerra entre Estados Unidos e Irã se intensificou.
Impacto no mercado de petróleo
Após o ataque, os preços do petróleo subiram 1,9%, levantando preocupações sobre o fluxo de petróleo no Golfo. Antes do ataque, a OMI havia lançado um programa de evacuação que permitia a passagem de navios por rotas supervisionadas pelos EUA, mas o Ever Lovely não fazia parte dessa operação.
Controle do Irã sobre o Estreito
A Guarda Revolucionária do Irã controla as rotas de passagem e alertou que embarcações fora das rotas designadas não teriam passagem segura garantida. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, já havia advertido que qualquer ameaça do Irã a navios no estreito poderia resultar em um grave problema.
Críticas ao acordo de cessar-fogo
O ataque ao Ever Lovely também reacendeu críticas ao presidente Donald Trump, que enfrenta desafios políticos com as eleições de meio de mandato se aproximando. Apenas um em cada quatro americanos acredita que a guerra valeu a pena, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos. Divergências sobre o acordo de cessar-fogo, incluindo incentivos financeiros e controle do Estreito de Ormuz, geram debates acalorados tanto nos EUA quanto no exterior.
Opinião
A suspensão da operação de escolta pela ONU destaca a fragilidade da segurança no Estreito de Ormuz e a complexidade das negociações entre potências globais e o Irã.





