Um fundo de pensão de Detroit protocolou uma ação judicial contra a Uber no Tribunal Federal de São Francisco, na Califórnia, no dia 22 de outubro de 2023. O Police and Fire Retirement System alega que a diretoria da empresa prioriza lucro em detrimento da segurança, classificando a companhia como uma “ofensora serial de compliance”.
A ação é motivada por mais de 3.571 processos relacionados a condutas impróprias de motoristas, evidenciando a falta de uma cultura de conformidade na empresa. Os acionistas afirmam que menos de 40% dos usuários acreditam que a Uber leva a segurança a sério, o que levanta preocupações sobre a responsabilidade da diretoria.
O papel de Dara Khosrowshahi
O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, é um dos réus nomeados na ação. Segundo os acionistas, ele não tem sido suficientemente ousado em forçar limites regulatórios, continuando a economizar em compliance. O documento menciona que a empresa também enfrenta processos federais por recusa de transporte a pessoas com deficiência e práticas enganosas de cobrança.
Demandas dos acionistas
A ação é do tipo derivativa, movida em nome da própria corporação. Os acionistas pedem que os diretores ressarçam pessoalmente a empresa pelos danos alegados, devolvam parte das remunerações recebidas e implementem mecanismos mais robustos de supervisão e conformidade.
A Uber rejeitou as acusações em uma nota, afirmando que o processo ignora fatos importantes e se baseia em narrativas falsas. As ações da empresa caíram mais de 25% desde 22 de setembro de 2022, refletindo a crescente preocupação com a segurança e a governança corporativa.
Opinião
A ação dos acionistas evidencia a crescente pressão sobre a Uber para melhorar suas práticas de segurança e compliance, mostrando que a confiança dos usuários e investidores está em jogo.





