A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Parasitas nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, para investigar um esquema de descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal (GDF) através do Banco de Brasília (BRB). Mais de 3,5 mil beneficiários podem ter sido lesados, com um desvio estimado em mais de R$ 5 milhões.
A operação cumpre quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão em várias regiões do Distrito Federal, além das cidades mineiras de Belo Horizonte e Igaratinga. Os nomes dos alvos não foram divulgados.
Conforme a investigação, associações teriam utilizado contratos para autorizar débitos automáticos sem a devida concordância dos beneficiários desde 2024. Muitos aposentados e pensionistas relataram que nunca consentiram com os descontos em seus pagamentos. O esquema é similar ao descoberto pela Polícia Federal no INSS no ano passado, que resultou em um desvio de mais de R$ 6 bilhões.
A governadora Celina Leão (PP-DF) determinou a contratação de uma auditoria externa para apurar as irregularidades e pediu que a Procuradoria-Geral busque meios legais para garantir o ressarcimento dos valores desviados dos servidores públicos.
O BRB, por sua vez, afastou três funcionários até o fim das investigações. Em nota, o banco afirmou que os fatos investigados não dizem respeito à atual administração e se comprometeu a colaborar com as autoridades competentes.
A nova operação aumenta a pressão sobre o BRB, que já havia sido alvo de outra ação na última sexta-feira, 19 de junho, com 50 mandados de busca e apreensão relacionados a descontos irregulares na folha de pagamento de servidores. Entre os alvos estavam nomes como Ney Ferraz, ex-secretário de Economia do DF, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, atualmente preso por envolvimento em fraudes financeiras.
Opinião
A situação do BRB levanta preocupações sobre a integridade das instituições financeiras e a proteção dos direitos dos aposentados, exigindo uma resposta rápida e eficaz das autoridades.





