O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar os gastos com publicidade institucional do governo Lula (PT) em 2026. Marinho aponta supostas irregularidades que incluem um excesso de R$ 167,6 milhões em relação ao teto legal, com gastos que já somam R$ 785,7 milhões até o dia 18 de junho.
Campanha ‘Tempo com a Família’ em foco
Um dos principais pontos do pedido de investigação é a campanha ‘Tempo com a Família’, que consumiu cerca de R$ 80 milhões. O senador destaca que essa iniciativa ainda não foi aprovada pelo Congresso e sugere que o governo busca obter vantagens políticas em um ano eleitoral, em um contexto de baixa popularidade.
Gastos em comparação com anos anteriores
Os gastos com publicidade em 2025, segundo Marinho, foram de R$ 480,4 milhões, superando até mesmo períodos extraordinários como a Copa do Mundo de 2014 e a pandemia de COVID-19. O senador critica a mistura entre propagandas institucionais e publicações do Partido dos Trabalhadores (PT), o que, segundo ele, fere o princípio da impessoalidade.
Pedido de auditoria e sanções
Marinho pede que o TCU suspenda as campanhas questionadas, realize uma auditoria emergencial na Secom e aplique sanções aos responsáveis, caso as irregularidades sejam confirmadas. Ele também menciona um precedente de 2019, quando o TCU suspendeu uma campanha do governo Bolsonaro por entender que verbas oficiais não poderiam ser usadas para divulgar projetos de lei em discussão.
Opinião
A solicitação de Marinho ao TCU destaca a importância da transparência e do controle dos gastos públicos, especialmente em períodos eleitorais, onde a ética e a impessoalidade devem ser priorizadas.





