Santa Catarina

Mato Grosso do Sul confirma 23ª morte por Chikungunya e alerta para epidemia

Mato Grosso do Sul confirma 23ª morte por Chikungunya e alerta para epidemia

Mato Grosso do Sul confirmou a 23ª morte por complicações da chikungunya em 2026, acendendo o alerta das autoridades de saúde sobre os impactos da epidemia que vem atingindo principalmente o município de Dourados.

A nova vítima é um jovem indígena de 19 anos, morador da Reserva Indígena de Dourados, que apresentou os primeiros sintomas da doença em 14 de março e faleceu em 29 de maio, após permanecer internado no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD).

Mortes e Notificações em Dourados

Com este registro, Dourados contabiliza 15 mortes confirmadas por chikungunya, sendo 11 delas de indígenas residentes nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Até o momento, o município acumula 9.772 notificações da doença, com 4.745 casos confirmados laboratorialmente.

Além das mortes já confirmadas, há três mortes suspeitas que estão sob investigação. As vítimas incluem uma mulher de 74 anos e um homem de 71 anos, ambos com comorbidades, e um homem de 43 anos sem registro de doenças preexistentes.

Queda nas Internações e Vigilância Necessária

Apesar do aumento no número de mortes, os dados mais recentes indicam uma queda significativa nas internações por chikungunya. O número de pacientes internados nos hospitais variou entre 52 e 58 durante o pico da epidemia, mas atualmente 20 pessoas permanecem hospitalizadas.

O secretário municipal de saúde, Márcio Figueiredo, destacou que, embora os indicadores mostrem um avanço no controle da doença, é fundamental manter a vigilância por parte da população. As equipes de combate às endemias também relataram uma diminuição nos focos do mosquito Aedes aegypti.

Opinião

A situação em Mato Grosso do Sul evidencia a necessidade de um esforço contínuo para combater a chikungunya, especialmente em áreas vulneráveis como a Reserva Indígena de Dourados.