A situação nos centros de detenção do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) se tornou alarmante, com 50 mortes registradas sob custódia desde janeiro de 2025. Essa taxa de mortalidade, que antes era de uma morte a cada 3.848 detidos, mais que dobrou sob a administração de Donald Trump, atingindo uma morte a cada 1.630 detidos, conforme análise da Reuters.
Entre as 50 mortes, 21 foram descobertas quando os detidos já estavam mortos ou inconscientes. Entre as causas, 16 foram atribuídas a problemas cardiovasculares, enquanto 10 suicídios foram contabilizados, levantando preocupações sobre a qualidade do atendimento médico e a supervisão dos detentos.
Aumento da População Detida
A população detida sob o ICE cresceu significativamente, passando de cerca de 40 mil para 70 mil sob o governo de Trump. Esse aumento acentuado foi observado durante operações massivas, como a realizada em Minneapolis em janeiro, quando o número de detidos chegou ao pico.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) defende que um atendimento médico abrangente é oferecido desde a chegada dos indivíduos, mas especialistas questionam a eficácia desse atendimento. A escassez de informações nos relatórios sobre as mortes dificulta a compreensão das circunstâncias que levaram ao aumento da taxa de mortalidade.
Casos de Morte e Investigação
Um caso que tem chamado atenção é o de Santos Reyes Banegas, um hondurenho que morreu no Centro Correcional do Condado de Nassau, em Nova York. A investigação sobre sua morte está em andamento, e o DHS afirma que a causa preliminar parece ser insuficiência hepática agravada pelo alcoolismo.
Outro caso trágico é o de Tuan Van Bui, um vietnamita que desmaiou e morreu na antiga prisão de segurança máxima conhecida como Speedway Slammer. Testemunhas relataram que a equipe levou cerca de 15 minutos para responder aos chamados de emergência, muito além do tempo recomendado de quatro minutos.
Opinião
O aumento das mortes sob custódia do ICE é um sinal preocupante da necessidade de reformar urgentemente o sistema de detenção migratória, garantindo cuidados adequados e humanos para todos os detidos.





