A Seleção do Irã fez sua estreia na Copa do Mundo de 2026 na noite de segunda-feira, 15 de outubro, e empatou com a Nova Zelândia em 2 a 2. No entanto, ao fim da partida, a equipe iraniana recebeu ordens para deixar os Estados Unidos imediatamente.
O capitão Mehdi Taremi afirmou que a ordem foi repassada pela Fifa, destacando que a situação não é ideal para a preparação da equipe. “Após a partida contra a Nova Zelândia, tivemos que deixar Los Angeles imediatamente, e isso não é bom para o futebol, porque na Copa do Mundo é preciso se preparar bem para o próximo jogo”, declarou Taremi.
Pressão e Opressão
O técnico Amir Ghalenoei também comentou sobre a opressão que a seleção tem enfrentado devido a tensões políticas. “Essa situação coloca muita pressão sobre os jogadores e a comissão técnica. Não recebemos o apoio necessário e a Fifa pode e deve ajudar mais”, acrescentou o capitão.
Após o empate, os jogadores foram informados de que deveriam retornar para Tijuana, no México, onde estão alocados durante o torneio. Taremi enfatizou que não sabe quem impôs a ordem para deixar o país, mas acredita que isso é algo entre a Federação Mexicana de Futebol e a Fifa.
Próximo Desafio
Mesmo com as dificuldades, a Seleção do Irã está focada em sua participação na Copa. O próximo jogo será contra a Bélgica no dia 21 de outubro, às 16h (de Brasília), novamente em Los Angeles. A seleção belga, favorita a terminar na liderança da chave, empatou com o Egito em 1 a 1 na estreia.
Opinião
A pressão enfrentada pela Seleção do Irã reflete as complexidades que envolvem o futebol em um cenário global, onde questões políticas muitas vezes interferem no esporte.





