O Governo Federal anunciou uma ampliação na cota de pesca de tainha em Santa Catarina, liberando mais 430 toneladas para a modalidade de arrasto. A medida, publicada na portaria do Diário Oficial da União em 11 de junho, destina 230 toneladas para o Litoral Norte e 200 toneladas para o Sul e Grande Florianópolis.
Suspensão e Reação do Setor
A suspensão da pesca por arrasto ocorreu em 7 de junho, gerando reações no setor pesqueiro. Os pescadores relataram que a presença do peixe, conhecido cientificamente como Mugil liza, foi abundante em algumas áreas, mas em outras, a tainha não havia chegado devido às condições do oceano.
Impacto nos Municípios Costeiros
Uma análise do Ministério da Pesca e Aquicultura revelou que, dos 28 municípios costeiros, apenas três conseguiram atingir a produção de anos anteriores. O Litoral Norte foi o mais afetado, com 12 dos 14 municípios da região sem conseguir pescar tainha.
Divisão da Cota
A cota de 230 toneladas para o Litoral Norte abrange os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, entre outros. Já a cota de 200 toneladas para o Sul e Grande Florianópolis inclui cidades como Florianópolis, Palhoça e Garopaba.
Histórico da Pesca de Tainha
A pesca de arrasto é uma tradição em Santa Catarina e ocorre até o fim de julho. Nos primeiros dias da temporada, a colônia de pescadores de São Francisco do Sul relatou dificuldades, com menos de duas toneladas de tainha capturadas até 12 de junho. O governo afirma que a cota visa evitar a pesca predatória e garantir a reprodução da espécie.
Opinião
A ampliação da cota de pesca de tainha é uma resposta às demandas dos pescadores, mas o impacto nas comunidades locais e nas práticas de pesca sustentável deve ser cuidadosamente monitorado.





