Internacional

Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim denuncia proibição de viagens para EUA

Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim denuncia proibição de viagens para EUA

O Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim anunciou, em 11 de outubro, que a seleção africana não contará com seus torcedores na Copa do Mundo, pois eles não conseguiram obter vistos para os Estados Unidos. A política migratória de Donald Trump tem dificultado a entrada de cidadãos de determinados países, afetando até mesmo a participação de árbitros na competição.

O organismo, que opera sob o Ministério do Esporte da Costa do Marfim, tradicionalmente organiza viagens para torcedores acompanharem a seleção fora do país. No entanto, a situação atual é alarmante, pois apenas um pequeno grupo de dirigentes recebeu autorização para viajar aos EUA.

Adonis, presidente da CNSE, afirmou que “os torcedores cancelaram a viagem porque o governo dos EUA não quer receber torcedores de certos países em seu território.” A mensagem é clara: os Estados Unidos não desejam a presença de torcedores da Costa do Marfim.

Casos Similares

Além do caso da Costa do Marfim, a situação de um árbitro somali deportado no último fim de semana também chamou atenção. Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor árbitro da África em 2025, seria o primeiro representante de seu país a atuar em uma Copa do Mundo, mas foi barrado devido a supostos vínculos com “suspeitos de integrar organizações terroristas.”

Enquanto isso, a seleção do Irã enfrentará suas próprias dificuldades, tendo permissão para entrar nos EUA apenas um dia antes de cada uma de suas três partidas. A federação iraniana ainda reclama do cancelamento da cota de ingressos destinada aos torcedores do país.

Opinião

A situação dos torcedores da Costa do Marfim e do árbitro somali levanta questões sérias sobre a política migratória dos EUA e seu impacto em eventos esportivos internacionais.