Com a aproximação da Copa do Mundo 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, Canadá e México, a preocupação com a saúde dos torcedores se torna crucial. O médico emergencista Ian Maia, vice-presidente da Abramede e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, enfatiza que além do passaporte e ingressos, é fundamental levar um seguro médico adequado.
Durante um evento de grande porte como a Copa, que reúne multidões em diferentes cidades e aeroportos, as emergências podem ocorrer a qualquer momento. Portanto, ter informações de saúde organizadas é essencial. O médico alerta que, em caso de emergência, é vital que o profissional de saúde tenha acesso rápido ao histórico médico do paciente, incluindo doenças preexistentes e medicações em uso.
Vacinação contra sarampo é necessária
De acordo com Ian Maia, os países-sede enfrentam surtos de sarampo, tornando a vacinação obrigatória. É recomendado que os torcedores tenham o esquema vacinal completo, com duas doses da tríplice viral para pessoas de 1 a 29 anos e pelo menos uma dose para adultos de 30 a 59 anos. Profissionais de saúde devem comprovar duas doses, independentemente da idade.
Doentes crônicos devem estar controlados
Os torcedores com doenças crônicas precisam garantir que sua condição esteja sob controle antes de viajar. Ian Maia ressalta que, se um paciente estiver com dor no peito ou febre, deve consultar um médico antes do deslocamento. Viajar em condições de saúde instáveis pode não apenas prejudicar o viajante, mas também representar um risco à saúde pública.
Relatório de saúde em inglês e espanhol
Outro ponto importante é que os turistas devem levar um relatório de saúde em inglês e espanhol, que contenha informações sobre suas condições de saúde, medicamentos, alergias e contatos de emergência. Essa documentação pode ser crucial em situações de emergência médica.
Seguro de saúde é indispensável
Nos Estados Unidos, a assistência à saúde é totalmente paga, e um bom seguro deve cobrir atendimentos de emergência e internações, com valores que podem chegar a US$ 200 mil. É imprescindível que o seguro escolhido tenha uma cobertura adequada para evitar surpresas desagradáveis.
Medicamentos controlados e prescrição
É importante lembrar que a prescrição médica brasileira não é válida nos EUA. A FDA permite a entrada com medicamentos controlados para até 90 dias, desde que estejam na caixa original e acompanhados da receita médica, preferencialmente traduzida. No México, a quantidade permitida é de 30 dias.
Opinião
Viajar para a Copa do Mundo é um sonho, mas a saúde deve ser a prioridade. Estar preparado pode fazer toda a diferença em momentos críticos.





