O crescimento do mercado de apostas online no Brasil tem gerado preocupações significativas, afetando diretamente o consumo das famílias em 2026. O fenômeno das apostas, conhecido como bets, deixou de ser um simples entretenimento e passou a impactar o orçamento essencial das famílias brasileiras.
Impactos no consumo das famílias
Setores como vestuário e alimentação já estão sentindo os efeitos dessa mudança. Um estudo revelou que aproximadamente 23% dos apostadores reduziram suas compras de roupas, enquanto 19% diminuíram suas despesas em supermercados. Além disso, o consumo de carne também foi afetado, com uma queda de 9% no consumo médio por habitante entre 2024 e 2025, mesmo com a redução dos preços dessa proteína.
Endividamento crescente
As apostas online se tornaram o principal fator de endividamento familiar no Brasil, superando até mesmo as taxas de juros. De acordo com o Banco Central, o endividamento familiar atingiu um recorde de 49,9% em 2026. Estudos indicam que para cada 1% de aumento no volume de apostas, o nível de dívidas cresce 0,23%, o que resulta em um ciclo de inadimplência que já afeta cerca de 30% da população.
O mercado de apostas no Brasil
Com a popularização do Pix e a facilidade tecnológica, o Brasil se tornou o quinto maior mercado global de apostas. Estima-se que 25 milhões de pessoas apostem mensalmente, movimentando entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões. No entanto, a maior parte da receita do setor é dominada por plataformas não autorizadas, que representam cerca de 85% da receita bruta, resultando em uma evasão fiscal de mais de R$ 7 bilhões anuais.
Propostas para contenção
O setor varejista tem sugerido ao governo a adoção de medidas rigorosas para conter o avanço das apostas online, incluindo o bloqueio de sites ilegais e a limitação de jogos de cassino online. Além disso, propõe-se tratar o vício em apostas como uma questão de saúde pública, semelhante ao que foi feito com a indústria do tabaco.
Opinião
A crescente popularidade das apostas online no Brasil levanta questões sobre o equilíbrio entre entretenimento e saúde financeira das famílias, exigindo uma análise cuidadosa das políticas públicas para proteger os cidadãos.





