A suspensão da pesca de arrasto da tainha em Santa Catarina anunciada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) gerou forte reação entre autoridades estaduais e lideranças do setor pesqueiro. A decisão se deu após o monitoramento indicar que aproximadamente 90% da cota autorizada já foi alcançada, conforme a Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51/2026.
Reação do Governador Jorginho Mello
O governador Jorginho Mello criticou a falta de diálogo e defendeu maior participação de Santa Catarina nas decisões sobre a pesca da tainha, considerada um patrimônio cultural e econômico do litoral. Ele argumentou que as regras atuais não refletem a realidade da pesca artesanal e prejudicam milhares de famílias que dependem desta atividade.
Prefeito Alexandre Xepa pede mais diálogo
O prefeito Alexandre Xepa, de Itapema, também se manifestou, ressaltando que decisões que impactam a economia local deveriam ser discutidas previamente com o Governo do Estado e as comunidades pesqueiras. Ele destacou a importância de ouvir as lideranças locais antes de implementar medidas que afetam diretamente a renda dos pescadores.
Impacto econômico da decisão
A pesca da tainha movimenta milhões de reais em Santa Catarina, beneficiando não apenas os pescadores, mas também peixarias, restaurantes e o setor turístico. A interrupção da pesca na modalidade de arrasto pode gerar prejuízos significativos, especialmente em um ano considerado positivo para a captura da espécie.
Preservação ambiental versus sobrevivência das comunidades
O debate em torno da suspensão da pesca reacende a discussão sobre a necessidade de equilibrar a preservação ambiental com a sobrevivência das comunidades pesqueiras. Enquanto o Governo Federal defende a sustentabilidade dos estoques pesqueiros, as lideranças locais argumentam pela necessidade de um diálogo mais efetivo e transparente nas decisões que impactam suas vidas.
Opinião
A situação evidencia a urgência de um diálogo mais próximo entre o Governo Federal e as comunidades locais, garantindo que a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico andem juntos, respeitando as tradições e a cultura pesqueira de Santa Catarina.





