A Ucrânia afirmou que forças da Rússia atacaram uma instalação de armazenamento de combustível nuclear perto da usina nuclear desativada de Chernobyl, provocando uma forte resposta da AIEA, a agência de vigilância atômica da ONU. O ataque foi realizado por um drone russo Shahed, que atingiu um prédio da instalação centralizada de armazenamento de combustível irradiado, localizada a cerca de 14,5 km da usina de Chernobyl.
Um pequeno incêndio resultante do ataque foi extinto em uma hora, conforme relatado pelo Estado-Maior ucraniano no Telegram. A Rússia não fez comentários sobre o incidente.
A AIEA foi notificada do ataque e uma equipe realizará uma inspeção para avaliar os danos. Segundo a agência, o ataque causou danos significativos ao prédio de recepção de combustível, afetando a fachada, janelas e portas, além de danificar edifícios próximos devido à onda de choque.
Os níveis de radiação na instalação permanecem dentro dos limites estabelecidos, conforme informou a Energoatom, operadora das usinas nucleares da Ucrânia, em uma publicação no Facebook. O presidente Volodymyr Zelenskyy descreveu o ataque como “extremamente vil” e afirmou que o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Energia da Ucrânia estão trabalhando para informar seus parceiros sobre o ocorrido.
“Até o momento, não há leituras que excedam os níveis normais de radiação de fundo. Mas certamente há um aumento na audácia da Rússia“, destacou Zelenskyy. O diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, expressou preocupação, afirmando que o incidente é alarmante por ocorrer em uma instalação com grandes quantidades de material nuclear.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, condenou o ataque, afirmando que a chantagem nuclear da Rússia é inaceitável. Este incidente acontece uma semana após a Rússia alegar que um drone ucraniano atingiu a usina nuclear desativada de Zaporizhzhia, que está sob controle russo desde o início da guerra.
Opinião
O ataque à instalação nuclear perto de Chernobyl é um lembrete da crescente tensão e dos riscos associados à guerra, exigindo vigilância constante da comunidade internacional.





