A União Europeia (UE) oficializou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco. A decisão, publicada em regulamento da Comissão Europeia em 5 de junho de 2026, pode interromper as vendas de carne brasileira a partir de 3 de setembro de 2026.
A medida foi tomada após a avaliação de que o Brasil não apresentou informações suficientes para comprovar o cumprimento das exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. Com essa mudança, o país deixa de estar habilitado a exportar produtos como carne bovina, carne de frango, carne equina, pescado, mel e tripas.
Impacto nas exportações
Em 2025, o Brasil exportou 128,9 mil toneladas de carne bovina para a União Europeia, com um faturamento de US$ 1,06 bilhão. Essa exclusão representa um impacto significativo, já que a UE é o terceiro principal destino da carne bovina brasileira em valor exportado, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.
Outros países do Mercosul
Enquanto o Brasil foi retirado da lista, outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permanecem autorizados a exportar para a UE. Essa situação gera um clima de tensão entre os países da região, especialmente para o setor agropecuário brasileiro.
Reação do governo brasileiro
Quando a decisão foi anunciada, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil poderia ser reincluído na lista assim que comprovasse o cumprimento dos requisitos exigidos. O governo brasileiro se disse surpreendido pela medida e afirmou que buscaria uma solução negociada.
Legislação e antimicrobianos
A legislação europeia proíbe a utilização de alguns antimicrobianos usados como promotores de crescimento animal. O Ministério da Agricultura brasileiro já havia publicado uma portaria em abril, proibindo a importação e uso de alguns desses produtos, mas a exclusão do Brasil indica que as medidas ainda não foram suficientes para atender às exigências da UE.
Opinião
A exclusão do Brasil da lista de exportadores para a União Europeia destaca a necessidade urgente de adequação às normas sanitárias internacionais, para garantir a competitividade do setor agropecuário brasileiro no mercado global.





