Economia

União Europeia veta carne brasileira a partir de setembro por falhas sanitárias

União Europeia veta carne brasileira a partir de setembro por falhas sanitárias

A União Europeia confirmou, em 5 de junho de 2026, o veto à carne brasileira, que entrará em vigor no dia 3 de setembro de 2026. A decisão foi motivada pelo não atendimento às exigências sanitárias por parte dos produtores brasileiros.

A Comissão Europeia destacou que o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem a algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente no que diz respeito ao uso de medicamentos antimicrobianos ao longo de toda a cadeia produtiva.

Proibição Abrangente

A decisão formalizada proíbe a importação de carnes, tripas, peixes e mel produzidos no Brasil. Essa medida foi publicada no Diário Oficial da UE e representa uma grande barreira ao comércio entre o Brasil e a Europa, especialmente em um momento em que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia estava em fase de implementação.

Reação do Brasil

Embora o governo brasileiro tenha proibido parte do uso de medicamentos antimicrobianos em abril de 2026, a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais para assegurar a segurança sanitária dos produtos. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e o Itamaraty foram contatados, mas não forneceram respostas até o fechamento desta reportagem.

Consequências para o Comércio

O veto à carne brasileira representa um desafio significativo para o setor agropecuário do Brasil, que já enfrenta dificuldades em atender às exigências internacionais. A proibição pode impactar as exportações e a economia do país, especialmente em um momento em que o mercado global está em constante mudança.

Opinião

O veto da União Europeia à carne brasileira evidencia a necessidade de um rigoroso controle sanitário no Brasil, que deve ser uma prioridade para garantir a competitividade no mercado internacional.