Internacional

Eloy Terena defende liderança do Brasil na crise climática e direitos indígenas

Eloy Terena defende liderança do Brasil na crise climática e direitos indígenas

No encerramento da primeira edição da Rio Nature & Climate Week, realizada no Boulevard Olímpico, o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, participou do painel “A Liderança do Brasil em um mundo em transformação”. O evento faz parte da programação do Global Citizen e ocorreu em 4 de junho de 2026.

Durante sua fala, Terena destacou a importância de associar a redução de 35% nos alertas de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2025 e janeiro de 2026 à proteção dos territórios indígenas. Para ele, essa é uma estratégia vital na luta contra a crise climática e na promoção da justiça climática.

Avanços e Desafios

O ministro ressaltou que o Brasil já homologou 20 Terras Indígenas e está realizando processos de desintrusão em 12 áreas críticas, incluindo a Terra Indígena Yanomami. Ele argumentou que a criação do Ministério dos Povos Indígenas representa uma mudança significativa na forma como o governo brasileiro se relaciona com os povos originários, passando de um modelo de tutela para um de participação efetiva.

Terena também mencionou a recente sanção da lei que cria a primeira universidade indígena do Brasil, um passo importante para garantir que o saber tradicional tenha espaço no debate político e acadêmico.

O Papel dos Povos Indígenas

Em sua apresentação, o ministro enfatizou que os Povos Indígenas devem ser vistos como protagonistas na discussão sobre a crise climática, não apenas como grupos vulneráveis. Ele afirmou que a proteção dos seus territórios é uma das soluções mais eficazes para a preservação ambiental.

Além disso, Terena criticou a distribuição desigual de recursos globais para as organizações indígenas, ressaltando a necessidade de uma governança mais democrática e transparente. Ele defendeu que a verdadeira co-liderança deve incluir os povos indígenas desde a formulação das políticas.

Perspectivas Futuras

O ministro projetou o futuro do Brasil na COP 31, a Conferência do Clima da ONU, e destacou a importância de uma liderança baseada em experiências reais de biodiversidade e inclusão social. Ele concluiu que enfrentar a crise climática é uma questão de democracia e desenvolvimento, e que o futuro coletivo do Brasil depende da valorização dos saberes e direitos dos povos indígenas.

Opinião

A participação ativa dos povos indígenas nas políticas públicas é fundamental para garantir um futuro sustentável e justo, refletindo a necessidade de uma verdadeira inclusão democrática.