A professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, deixou na tarde do dia 4 de outubro o presídio feminino Talavera Bruce, localizado no Complexo Penitenciário de Gericinó. Sua libertação ocorreu após receber o perdão judicial da juíza Elizabeth Louro, do 2º Tribunal do Júri.
O crime de Monique foi desclassificado de homicídio doloso para homicídio culposo, resultando em uma condenação de um ano e quatro meses por omissão em relação à tortura de seu filho. Como ela já havia cumprido o tempo de prisão preventiva, sua pena foi considerada encerrada.
Recurso da Promotoria
A decisão, no entanto, será contestada pela Promotoria, que anunciou que irá recorrer. O promotor de Justiça Fábio Vieira afirmou que, em um primeiro momento, Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry, e, portanto, deveria ter sido condenada pelo homicídio doloso.
O caso de Henry Borel ganhou notoriedade em março de 2021, quando o menino de apenas 4 anos foi assassinado. O padrasto de Henry, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação.
Defesa de Monique
A defesa de Monique Medeiros, representada pelos advogados Florence Rosa e Hugo dos Santos Novais, destacou a importância do Tribunal do Júri e a soberania dos veredictos. Eles argumentaram que Monique não cometeu agressões contra seu filho e que seu maior erro foi não perceber a tempo a violência que ambos sofriam.
A defesa também enfatizou que a tragédia da morte de Henry convida a sociedade a refletir sobre a violência doméstica e as relações abusivas, ressaltando que muitas vezes as vítimas não conseguem identificar os sinais de alerta.
Opinião
A liberação de Monique Medeiros e a condenação de Jairo levantam questões complexas sobre a responsabilidade nas dinâmicas familiares e a necessidade de um olhar mais atento para os sinais de violência.





