O décimo dia do julgamento do Caso Henry, considerado o mais longo da história do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, está sendo crucial para a definição do destino dos réus. A juíza Elizabeth Machado Louro preside a sessão que ocorre nesta quarta-feira (3), onde debates acalorados entre a acusação e a defesa marcam a reta final antes do veredito esperado para a virada de quarta para quinta-feira (4).
Os réus, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como dr. Jairinho, e sua então companheira Monique Medeiros, são acusados da morte do filho de Monique, Henry Borel, que faleceu em 8 de março de 2021. A causa da morte, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), foi laceração hepática de ação contundente.
Acusações e Defesas
O promotor Fábio Vieira dos Santos, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), iniciou os debates ressaltando o que considera ser o perfil “psicopata” de Jairinho, afirmando que ele agride crianças e tem prazer em machucar. O promotor alegou que Monique, mesmo ciente da agressividade de Jairinho, foi omissa, contribuindo para a morte de Henry.
A defesa de Monique, liderada pelo advogado Hugo Novais, argumentou que ela não tinha conhecimento das agressões. A advogada Florence Rosa Faria dos Santos criticou a versão da acusação, afirmando que a babá de Henry teria omitido informações sobre agressões.
Por outro lado, a defesa de Jairinho, representada pelo advogado Fabiano Lopes, levantou a hipótese de que Henry poderia ter sofrido lesões antes de ficar sob os cuidados do casal, insinuando a possibilidade de um acidente.
Expectativa e Consequências
O julgamento, que começou em 25 de outubro, conta com a participação de sete jurados, que decidirão o destino dos réus por meio de votos sigilosos. A juíza será responsável por determinar a pena em caso de condenação. A expectativa é que a decisão final seja anunciada na manhã de quinta-feira, dia de Corpus Christi, feriado em várias regiões do Brasil.
Os envolvidos no julgamento acreditam que a juíza poderá permitir um descanso aos réus antes de responderem ao questionário que decidirá o júri.
Opinião
A complexidade deste caso revela não apenas a dor de uma família, mas também as falhas em um sistema que deve proteger as crianças. A sociedade aguarda ansiosamente por justiça.





