O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, afirmou em 3 de outubro que ainda é cedo para afirmar que houve uma mudança estrutural no comércio entre Brasil e Estados Unidos devido às tarifas impostas pelo governo americano. Segundo Brandão, os fluxos de comércio exterior demoram a se adaptar às novas condições de mercado.
As exportações brasileiras para os EUA enfrentaram uma queda significativa de 14% em setembro de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Brandão destacou que as vendas de commodities e alimentos, como petróleo, celulose, combustível, carne e café, podem não ser tão afetadas por essa situação.
Impactos das Tarifas e Aumento nas Exportações
Brandão explicou que o aumento de 75,2% nas exportações de óleos combustíveis de petróleo em maio reflete os efeitos da guerra no Oriente Médio, que tem gerado choques de oferta no mercado internacional de combustíveis. Isso resultou em um aumento de 49,8% no valor exportado desses produtos.
Por outro lado, houve uma queda de 9,3% no valor exportado de óleos brutos de petróleo, acompanhada de uma retração de 42,1% no volume embarcado. Brandão classificou essa queda como um movimento pontual e não relacionado ao imposto de exportação de 12% sobre óleos brutos, que foi recentemente criado pelo governo.
Perspectivas para o Setor de Petróleo
Brandão enfatizou a competitividade do Brasil no mercado internacional, afirmando que o imposto de exportação não impactará a oferta brasileira, especialmente em um cenário de preços elevados. Ele citou a recente entrada em operação de uma nova plataforma de produção de petróleo, em fevereiro de 2023, como um exemplo de que os investimentos no setor continuam.
Opinião
A análise de Herlon Brandão sobre o comércio Brasil-EUA é crucial em um momento de incertezas econômicas e pode ajudar a prever as tendências futuras nas relações comerciais entre os dois países.





