O ministro das Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, anunciou um momento histórico ao revelar que o governo realizará, em 3 de dezembro de 2026, o primeiro leilão de megabaterias do país. Durante o anúncio, Silveira fez referência a uma famosa fala da ex-presidente Dilma Rousseff, que lamentava a falta de tecnologia para “estocar vento”.
O leilão visa contratar inicialmente uma capacidade de 2 GW em sistemas de armazenamento de energia, conhecidos como Battery Energy Storage Systems. Esses sistemas poderão ser acionados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e terão uma potência mínima de 30 MW, com a capacidade de fornecer energia por até quatro horas seguidas.
Silveira destacou que essa iniciativa permitirá armazenar a energia gerada pelo vento e pelo sol, alinhando-se à visão de Dilma, que se tornou um símbolo de inovação no setor. “É um momento histórico, que vai permitir armazenar a energia gerada pelo vento e pelo sol, exatamente como ela, de forma visionária, previu anos atrás”, afirmou o ministro.
Empresas interessadas
Grandes empresas do setor elétrico, como a Engie Brasil e a Axia, demonstraram interesse em participar do leilão. A Engie Brasil, por meio de seu diretor de Renováveis e Armazenamento, Guilherme Ferrari, afirmou que a empresa está monitorando o certame e possui uma carteira de projetos para desenvolvimento das baterias. Ele mencionou que existem questões regulatórias a serem resolvidas antes da realização do leilão.
Por sua vez, a Axia, antiga Eletrobras, também aguarda a publicação das diretrizes do leilão e possui projetos que somam até 4 GW. O vice-presidente de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da Axia, Elio Wolff, destacou a importância de entender as regras para saber quanto desses projetos podem ser efetivamente ofertados.
Opinião
O anúncio do leilão de megabaterias representa um avanço significativo na busca por soluções de armazenamento de energia no Brasil, refletindo um compromisso com a sustentabilidade e inovação no setor elétrico.





