Santa Catarina

Ministro Marco Buzzi é acusado de assédio sexual e enfrenta depoimentos em junho

Ministro Marco Buzzi é acusado de assédio sexual e enfrenta depoimentos em junho

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) agendou para o dia 11 de junho de 2026 os depoimentos de duas mulheres que acusam o ministro Marco Buzzi de assédio sexual. Além das vítimas, 20 testemunhas serão ouvidas durante a sessão, que se dará no contexto de um processo administrativo disciplinar (PAD) que resultou no afastamento do ministro do cargo.

As acusações contra Buzzi surgiram após um incidente ocorrido em janeiro de 2026, em Balneário Camboriú, onde o ministro teria tentado agarrar uma jovem, filha de amigos, durante um banho de mar. A situação se agravou quando uma ex-funcionária do gabinete do ministro também denunciou ter sido alvo de assédio sexual.

Atualmente, Buzzi enfrenta investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa o caso na esfera criminal. Por ser ministro do STJ, ele possui foro privilegiado no STF. A defesa do ministro alega que ele não cometeu qualquer ato impróprio e que isso será demonstrado ao longo da investigação.

Em uma nota, a defesa de Buzzi afirmou que atuará com serenidade e responsabilidade, respeitando as instituições e as pessoas envolvidas. Informaram também que foram indicadas 30 testemunhas pela defesa, das quais 16 foram aceitas pela comissão processante, as quais poderão ajudar a esclarecer os fatos.

Opinião

O caso do ministro Marco Buzzi levanta importantes questões sobre a conduta de figuras públicas e a necessidade de um processo justo e transparente para todos os envolvidos.