Internacional

Rússia tenta minar reeleição de Nikol Pashinyan com táticas clandestinas e apoio de Trump

Rússia tenta minar reeleição de Nikol Pashinyan com táticas clandestinas e apoio de Trump

A Rússia intensificou seus esforços secretos para minar a campanha de reeleição do líder da Armênia, o primeiro-ministro Nikol Pashinyan, antes da eleição do próximo mês, temendo que sua vitória consolide o alinhamento da ex-república soviética com o Ocidente. As informações são de autoridades de inteligência e governos ocidentais.

Interferência da Rússia nas eleições

Os planos de Moscou para a eleição em 7 de junho incluem campanhas de desinformação em favor de candidatos pró-Rússia e um ousado esquema para transportar dezenas de milhares de armênio-russos ao país para influenciar o resultado da votação. Com cerca de 3 milhões de habitantes e sem acesso ao mar, a Armênia permaneceu majoritariamente na órbita de Moscou desde a Guerra Fria e abriga tropas russas.

Pashinyan e seu apoio ocidental

No entanto, Pashinyan, que lidera as pesquisas, aproximou-se da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), tornando-se aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou apoio à sua candidatura à reeleição. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, esteve em Erevã, onde assinou um acordo sobre minerais críticos e outro referente à chamada “Rota Trump para a Paz e Prosperidade Internacional”.

Reação da Rússia e apoio a Karapetyan

O presidente russo, Vladimir Putin, não esconde seu descontentamento com a guinada promovida por Pashinyan. Moscou advertiu que a Armênia poderia perder o acesso a gás natural barato e restringiu importações de produtos armênios, incluindo frutas, verduras, flores e conhaque. O candidato preferido de Moscou é Samvel Karapetyan, um bilionário que responde a julgamento sob acusação de incitar a derrubada do governo.

Desinformação e eleições justas

A Europa acusa há anos a Rússia de interferir em eleições, mais recentemente na Moldávia e na Hungria. Em resposta a um pedido de comentário, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a reportagem contém informações falsas e promove uma “retórica anti-russa”. O governo armênio se recusa a comentar as alegações específicas, mas afirma que medidas estão sendo adotadas para garantir eleições livres, justas e transparentes.

Opinião

A situação na Armênia reflete a complexidade das relações internacionais e a luta pelo poder, onde a influência russa e o desejo de aproximação com o Ocidente colidem de forma intensa.