O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se aproxima do fim com uma marca alarmante para o setor produtivo: em 2025, o Brasil alcançou o maior número de recuperações judiciais da sua história. Em meio a um cenário de caos fiscal, juros elevados, crédito escasso e famílias endividadas, o número de empresas sob proteção judicial para renegociar dívidas saltou para 5,3 mil, um aumento de 24% em relação ao ano anterior.
Somente no último trimestre de 2025, foram registrados 510 pedidos de recuperação judicial, totalizando R$ 40 bilhões em dívidas. O cenário é especialmente crítico para setores que dependem do crédito e do consumo das famílias, como varejo, vestuário, móveis e brinquedos.
Marcas famosas em crise
Marcas que outrora simbolizavam a estabilidade empresarial agora refletem a fragilidade do ambiente econômico brasileiro. O GPA, grupo que controla as redes Pão de Açúcar e Extra, entrou em recuperação extrajudicial com R$ 4,5 bilhões em dívidas, enquanto a Bombril solicitou recuperação judicial devido a um passivo de R$ 2,3 bilhões.
Outros nomes icônicos, como Brinquedos Estrela, também enfrentam dificuldades. A empresa, conhecida por produtos como Banco Imobiliário e Autorama, atribui sua crise ao crédito caro e à troca de brinquedos tradicionais por entretenimento digital.
Problemas no setor público
Na esfera pública, os Correios acumulam um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, enfrentando um cenário de perda de competitividade e altos custos operacionais.
Reações da oposição
A oposição critica a gestão do governo, alegando que as condições atuais são fruto de uma combinação de insegurança regulatória, aumento da carga tributária e gastos públicos elevados. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), destacou em suas redes sociais que o setor produtivo enfrenta um “elevado custo do dinheiro” e que a inadimplência e as recuperações judiciais estão em níveis recordes.
Expectativas sombrias para o futuro
Especialistas alertam que o cenário pode piorar. O número de recuperações judiciais cresceu 276% desde o início do governo Lula, com previsões de que até 8,3 mil empresas possam falir ainda este ano. A combinação de desequilíbrio fiscal, crédito caro e perda de confiança nos indicadores econômicos pode levar o país a um futuro “desesperador”.
Opinião
A situação das empresas no Brasil reflete uma crise econômica profunda que desafia o governo e exige soluções urgentes para evitar um colapso ainda maior.





