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Alcides Bernal enfrenta audiência tensa após faltar defesa em caso de assassinato

Alcides Bernal enfrenta audiência tensa após faltar defesa em caso de assassinato

A segunda audiência do caso em que o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, é acusado de matar a tiros o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, começou na tarde de 27 de setembro na 1ª Vara do Tribunal do Júri. O clima se intensificou com a ausência de três testemunhas de defesa de Bernal, que não compareceram ao tribunal.

O juiz Carlos Alberto Garcete está conduzindo as oitivas, que começaram com as testemunhas de acusação na audiência anterior, realizada em 26 de setembro. Ao todo, 13 testemunhas foram intimadas, mas três delas faltaram sem justificativa.

O Crime e a Contestação

O crime ocorreu em 24 de março, quando Bernal foi acusado de matar Mazzini após se recusar a entregar um imóvel que havia sido leiloado. O imóvel, que foi arrematado por R$ 2,4 milhões, se tornou o centro de uma disputa judicial que começou em 2023. O ex-prefeito, que está preso desde o dia do crime, flagrou a vítima entrando na propriedade com a ajuda de um chaveiro e, em um momento de conflito, disparou contra Mazzini.

Durante a audiência, o primeiro a depor foi Jamil Felix Naglis Neto, vizinho de Bernal, que afirmou que o ex-prefeito estava frequentemente no imóvel e que não havia sinais de abandono. A enfermeira Mariluce do Nascimento e o delegado Valmir Messias Moura Fé também depuseram, ressaltando que Bernal sempre foi tranquilo e que não sabiam da disputa judicial.

Consequências e Suspensão

Além do processo criminal, Alcides Bernal teve seu registro profissional suspenso por 90 dias pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul. A decisão foi publicada no Diário Oficial da OAB, e Bernal não poderá exercer a advocacia durante esse período.

Opinião

A ausência de testemunhas de defesa levanta questões sobre a preparação da defesa de Alcides Bernal e pode impactar significativamente o andamento do processo.