As procuradoras-gerais de Nova York e Nova Jersey, Letitia James e Jennifer Devenport, anunciaram a abertura de uma investigação sobre as práticas de venda de ingressos da Fifa para a Copa do Mundo de 2026, que terá início em 11 de junho. A investigação foca especialmente nas entradas relativas ao estádio MetLife, que sediará a final da competição no dia 19 de julho.
No comunicado divulgado, as procuradoras ressaltam que “os nova-iorquinos esperaram anos para que a Copa do Mundo chegasse até seu quintal e merecem uma chance justa de ter ingressos acessíveis”. A Fifa implementou um sistema de compras dinâmico, que altera os preços com base na demanda, o que gerou preocupações sobre a transparência do processo.
Além disso, as procuradoras destacaram que, após a compra de entradas para os setores mais privilegiados, a Fifa remanejou os fãs para assentos de menor qualidade, levando a questionamentos sobre a localização dos assentos adquiridos. Reportagens recentes indicam que os torcedores podem ter sido induzidos ao erro, e as declarações públicas da Fifa podem ter contribuído para os aumentos exorbitantes de preços.
Conforme a imprensa, o preço dos ingressos aumentou em 90 dos 104 jogos da Copa, com um aumento médio de 34%, superando os preços de qualquer outro Mundial. A investigação irá examinar o cronograma da Fifa para liberar os ingressos, bem como outras condutas que possam ter impactado os preços.
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, também está investigando a Fifa por possíveis práticas comerciais enganosas e já havia solicitado esclarecimentos à entidade, convidando consumidores californianos a apresentarem denúncias. Grupos de torcedores, como a Football Supporters Europe, acusaram a Fifa de extorsão e traição monumental devido aos altos preços dos ingressos.
Opinião
A crescente insatisfação dos torcedores com os preços dos ingressos levanta questões importantes sobre a acessibilidade e a ética nas práticas comerciais da Fifa.





