Os Correios estão se preparando para implementar um quarto Plano de Demissão Voluntária (PDV) com o objetivo de desligar até 5 mil funcionários até 2027. Essa medida visa economizar aproximadamente R$ 1 bilhão anualmente, em um momento em que a estatal enfrenta um rombo recorde de R$ 8,5 bilhões registrado em 2025.
A expectativa é que o novo PDV seja colocado em prática após estudos técnicos, embora ainda não haja uma data definida para sua abertura. Este plano surge após os resultados insatisfatórios do PDV anterior, onde apenas 3,2 mil dos 10 mil esperados aderiram.
Desafios e Reações
Atualmente, os Correios contam com cerca de 76,4 mil empregados. Segundo a nota oficial da empresa, o Plano de Reestruturação visa não apenas o desligamento de funcionários, mas também a recomposição da sustentabilidade financeira e a ampliação da capacidade de investimento.
O presidente do Sindicato dos Correios no Rio de Janeiro, Marcos Sant’Aguida, expressou preocupações sobre a baixa adesão aos PDVs anteriores, atribuindo isso a relatos de insatisfação de ex-funcionários. Ele alertou que a entidade está preparada para reagir caso a estatal realize demissões sem considerar os impactos sobre os trabalhadores.
Impactos Financeiros
A situação financeira dos Correios tem sido agravada pela concorrência crescente no setor de e-commerce, que reduziu a dependência da estatal por parte de grandes varejistas que estão criando suas próprias redes logísticas. A arrecadação bruta caiu 11,35% em relação a 2024, totalizando R$ 17,3 bilhões.
Esse cenário reflete um conjunto de fatores financeiros, operacionais e estruturais que têm afetado a receita da empresa, aumentando a necessidade de medidas drásticas como o novo PDV.
Opinião
A situação dos Correios é um reflexo das dificuldades enfrentadas por estatais em um mercado cada vez mais competitivo, e as decisões sobre demissões devem ser cuidadosamente avaliadas para não agravar a insatisfação dos trabalhadores.





