Um consenso está se formando entre os aliados da Otan para convidar os líderes do Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia para a cúpula anual que ocorrerá em Ancara, de 6 a 8 de julho. A informação foi confirmada por um alto funcionário do governo turco ao Nikkei Asia.
Os preparativos finais estão em andamento para formalizar os convites aos líderes e seus ministros da Defesa. O funcionário destacou que nenhuma objeção foi levantada pelos Estados-membros em relação ao convite, o que demonstra um apoio unânime entre os aliados da Otan.
Expectativas para a Cúpula
A cúpula ocorrerá em um momento crítico para a aliança, especialmente com as tensões geradas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem ameaçado retirar-se da Otan. Trump criticou os aliados europeus por não cumprirem compromissos financeiros e expressou descontentamento com a falta de apoio à sua política em relação ao Irã.
A Turquia, que possui o segundo maior exército da Otan, está entre os principais contribuintes para o orçamento da aliança e busca aprofundar a cooperação com o Japão, especialmente na indústria de defesa. A possível presença da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, é vista como uma oportunidade para fortalecer esses laços.
Cooperação em Segurança e Defesa
A cúpula também será uma plataforma para discutir a cooperação em segurança marítima, proteção de infraestrutura submarina, contraterrorismo e defesa cibernética. A Otan e o IP4 (Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia) estão explorando formas de expandir essa colaboração.
Além disso, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, revelou que o Japão está em contato com o Acelerador de Inovação em Defesa da Otan, o que pode levar a uma participação pioneira do país em iniciativas de defesa.
Opinião
A cúpula de julho em Ancara representa uma oportunidade crucial para a Otan fortalecer laços com parceiros do Indo-Pacífico, ampliando sua influência em um cenário geopolítico cada vez mais complexo.





