Data da matéria: 25/05/2026. O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou novos contornos na Câmara dos Deputados. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) expressou sua preocupação com a proposta, que, segundo ele, pode elevar custos e gerar insegurança para empresas. A discussão acontece em um cenário de desemprego na Bahia, que supera 9%, e é influenciada pelo calendário eleitoral de 2026.
Críticas e Propostas
Gilson Marques, que é líder do partido Novo, critica a tramitação acelerada da proposta, afirmando que a discussão não está sendo conduzida de forma adequada. Ele defende que a liberdade de negociação entre empregado e empregador deve ser priorizada e anunciou a intenção de apresentar emendas ao texto.
O relator da proposta, Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou parecer favorável ao fim da escala 6×1, o que pode levar a votação em dois turnos na Câmara. Para que a proposta avance, será necessário o apoio de pelo menos 308 deputados.
Impactos da Proposta
Marques destaca que a proposta pode ter consequências negativas, especialmente em estados como a Bahia, onde o desemprego é elevado. O parlamentar argumenta que, ao aumentar os custos do trabalho, a proposta pode dificultar ainda mais a contratação de novos trabalhadores. Ele afirma que a mudança pode ser vista como uma proibição ao trabalho, ao invés de uma modernização.
Além disso, o deputado menciona que a proposta está sendo discutida em um ano eleitoral, o que pode influenciar a decisão de muitos parlamentares. Ele acredita que muitos podem votar a favor da proposta por medo de comprometer suas reeleições, mesmo sabendo que ela pode ser prejudicial ao país.
Opinião
A discussão sobre a proposta de fim da escala 6×1 levanta questões importantes sobre a liberdade de escolha dos trabalhadores e a necessidade de um debate mais aprofundado sobre suas consequências.





