No último Relatório de Estabilidade Financeira divulgado em 25/05/2026, o Banco Central (BC) reafirmou que a liquidação do Banco Master não representa riscos ao Sistema Financeiro Nacional (SFN). O presidente do BC, Gabriel Galípolo, destacou que não há indícios de pressão sobre os preços no curto prazo, mesmo com as tensões no Oriente Médio afetando o preço do petróleo.
O relatório afirma que a liquidação extrajudicial de instituições do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no SFN. Os mecanismos de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foram acionados, demonstrando a capacidade do sistema financeiro de absorver choques. Após a quebra do Master, os clientes foram ressarcidos pelo FGC e transferiram seus recursos para bancos maiores, o que era esperado.
Apesar das fraudes identificadas na operação Compliance Zero, a confiança no sistema bancário permanece alta. Uma pesquisa citada pelo BC revelou que 78% dos atores do mercado financeiro têm muita ou total confiança no sistema bancário.
O relatório também trouxe à tona a questão do custo de crédito, que subiu de 19,84% em 2024 para 20,93% em 2025, em parte devido à política monetária mais restritiva, com a taxa Selic atualmente em 14,5% ao ano. Durante uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Galípolo comparou o Banco Master a um time de futebol de terceira divisão, reforçando que a liquidação não expôs a economia nacional a riscos.
Além disso, sobre a suposta participação de servidores do BC em consultorias informais ao Master, Galípolo assegurou que esses servidores foram afastados e que o BC continua a investigar o caso.
Opinião
A liquidação do Banco Master e a resposta do Banco Central demonstram a resiliência do sistema financeiro brasileiro, mas o aumento do custo de crédito é um alerta que deve ser considerado por todos os envolvidos.





