Rommel Barion, empresário de 73 anos, tem enfrentado desafios significativos à frente da Barion, uma das principais fabricantes de chocolate do Brasil, localizada em Colombo (PR). A empresa, que produz cerca de 300 toneladas de chocolates por mês, entrou em recuperação judicial em 2025, devido à crise enfrentada por grandes redes varejistas e a disparada no preço do cacau, que saltou de 2,5 mil para 12,5 mil dólares.
História e Crescimento da Barion
A trajetória da Barion começou em 1959, quando o patriarca Ricardo Barion abriu uma pequena loja de doces em Curitiba. Rommel, o filho caçula, ingressou no negócio aos 14 anos e buscou especialização técnica na Alemanha, trazendo inovação e uma visão moderna para a empresa familiar.
Desafios da Produção de Chocolate no Brasil
Rommel destaca que a alta carga tributária, a insegurança jurídica e a baixa produtividade são os principais obstáculos para a produção de chocolate no Brasil. A Barion também enfrenta dificuldades financeiras devido à volatilidade do mercado e à concorrência acirrada, principalmente com o chocolate europeu.
Exportação e Mercado
Atualmente, a Barion exporta para 14 países, com foco no Mercosul, incluindo Argentina, Paraguai e Uruguai. A meta é que as vendas externas representem 10% da produção total, mas a empresa deve lidar com riscos de inadimplência e barreiras sanitárias.
Sucessão Familiar e Futuro da Barion
A transição familiar está em andamento, com Rommel profissionalizando o processo. Dos oito membros da terceira geração, apenas três permanecem na operação, após critérios rigorosos de formação acadêmica e experiência externa. Rommel enfatiza que os herdeiros devem entender que herdam uma participação em uma sociedade com regras, e não apenas um negócio pronto.
Opinião
A história da Barion é um exemplo de resiliência e adaptação em um mercado desafiador, refletindo a importância de uma gestão familiar bem estruturada para o futuro da empresa.





