A ex-deputada Carla Zambelli foi libertada na noite de 22 de setembro de 2023, após a Corte de Cassação da Itália negar o pedido do governo brasileiro para extraditá-la. Zambelli havia sido presa em Roma em julho de 2022, enquanto tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após a sua libertação, Zambelli publicou um vídeo nas redes sociais ao lado de seu advogado, Pieremilio Sammarco, e declarou que está “livre para continuar uma vida de missão”. A defesa da ex-deputada argumentou que o tribunal reconheceu erros nas decisões que autorizavam a extradição, permitindo que ela aguardasse o desfecho do processo em liberdade.
Relembre o caso
A ex-deputada foi condenada a 10 anos de prisão pelo STF em 2023, devido à sua participação na invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As investigações apontam que Zambelli foi a autora intelectual da invasão, que visava a emissão de um mandato falso de prisão contra o ministro Moraes. O hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou que agiu a mando de Zambelli.
Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada, mas a Corte de Cassação decidiu que a solicitação não seria aceita. Este é o segundo pedido de extradição negado após solicitações do ministro Moraes; em dezembro do ano passado, a Justiça da Espanha também rejeitou a extradição do blogueiro Oswaldo Eustáquio, investigado por envolvimento em atos antidemocráticos.
Opinião
A decisão da Corte da Itália levanta questões sobre a eficácia das solicitações de extradição do Brasil e o impacto das fugas de figuras políticas em processos judiciais.





