A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou no dia 22 de outubro de 2023 pela derrubada da flexibilização da Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso Nacional em 2022. Essa flexibilização alterou o prazo de inelegibilidade de políticos condenados, o que, segundo a ministra, representa um “patente retrocesso” e é inconstitucional, pois fere princípios fundamentais da República, como a probidade administrativa e a moralidade pública.
Julgamento e Implicações
O STF iniciou o julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) que questiona essas modificações na Lei da Ficha Limpa. O julgamento está ocorrendo em plenário virtual, e outros ministros têm até 29 de maio para votar. Cármen Lúcia é a única a votar até o momento e é relatora da ADI aberta pelo partido Rede Sustentabilidade em 30 de setembro de 2022.
Novas Regras e Candidaturas em Jogo
As novas regras, que foram aprovadas para restringir o prazo de inelegibilidade, mudaram a contagem para iniciar a partir da condenação, além de estabelecer um limite de 12 anos para inelegibilidade em casos de condenações múltiplas. Essa decisão pode impactar candidaturas de figuras políticas como Anthony Garotinho, Eduardo Cunha e José Roberto Arruda, que estão na expectativa do resultado do julgamento.
Opinião
A decisão de Cármen Lúcia reflete a preocupação com a integridade do sistema político brasileiro e a importância de manter a moralidade nas eleições.





