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IBGE revela que Mato Grosso do Sul ainda enfrenta sub-registros de óbitos em 2024

IBGE revela que Mato Grosso do Sul ainda enfrenta sub-registros de óbitos em 2024

Os impactos da pandemia de Covid-19 continuam a refletir nos registros de óbitos em Mato Grosso do Sul, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da redução na taxa de sub-registro, que ficou em 1,79% em 2024, o cenário ainda é preocupante.

O levantamento intitulado “Estimativas de sub-registro de nascimentos e óbitos 2024” mostra que, embora a taxa de sub-registros tenha alcançado o menor índice desde 2015, os efeitos da pandemia entre 2020 e 2022 alteraram significativamente os padrões históricos de registros de mortes.

Impactos da Covid-19 em MS

Durante o período pandêmico, Mato Grosso do Sul registrou um total estimado de 10.962 mortes devido à Covid-19, com 2021 sendo o ano mais letal, contabilizando 7.358 óbitos. O analista do IBGE, José Eduardo Trindade, destacou que a sobrecarga dos serviços de saúde durante a pandemia influenciou os sistemas de registro.

Em 2024, o total de óbitos registrados em Mato Grosso do Sul foi de 19.915, sendo que aproximadamente 356 mortes não foram devidamente registradas. A taxa de sub-notificação nacional em 2020 foi de 4,14%, refletindo um cenário semelhante no restante do Brasil.

Dados alarmantes sobre sub-notificação

A análise do IBGE revelou que as maiores taxas de sub-notificação ocorreram em crianças de 0 a 9 anos. No ano de 2024, 498 crianças com menos de 1 ano morreram, com uma taxa de sub-notificação de 5,26%, enquanto 111 crianças entre 1 e 4 anos apresentaram uma taxa de 6,32%.

No contexto nacional, o Brasil registrou 1.547.473 óbitos em 2024, com uma taxa de sub-registros de 3,40%, cerca de 52,6 mil óbitos sub-notificados. A redução de 1,5% em relação a 2015, quando a taxa era de 4,89%, é um indicativo de melhorias, mas ainda deixa preocupações.

Opinião

A persistência dos sub-registros de óbitos em Mato Grosso do Sul e no Brasil evidencia a necessidade de aprimorar os sistemas de informação e a integração entre serviços de saúde e cartórios.